sábado, 24 de janeiro de 2015

AS IMAGENS SAGRADAS NA IGREJA CATÓLICA HOJE


Ainda hoje a Igreja Católica Apostólica Romana mantém o costume de ornar as igrejas com imagens de Cristo, da Virgem Maria e dos santos, como nos revela o Cânone 1188 do código do Direito Canônico:

“Mantenha-se a praxe de propor imagens sagradas nas igrejas, para a veneração dos fiéis; entretanto, sejam expostas em número moderado e na devida ordem, a fim de que não se desperte a admiração no povo cristão, nem se dê motivo a uma admiração menos correta.” 




A Igreja Católica considera um abuso guardar veladas algumas imagens, pois essa atitude é temerária e contrária à sua utilidade, que é a de fomentar a piedade dos fiéis. Nos últimos anos do século XX, após o Concílio Ecumênico Vaticano II, cresceu muito o interesse da Igreja Católica, no Ocidente, pelos ícones, que desde o início a Igreja Oriental tinha como “imagem do Invisível, como imagem Condutriz, uma arte da liturgia, expressão viva da fé de uma comunidade e não de um artista.” [16] Aos poucos, a novidade foi reevangelizando o Ocidente.
Segundo Emile Mâle, citado por André Richard, a “Igreja romana utiliza a arte para opor suas próprias teses (culto mariano, primazia da Igreja romana, valor da penitência e das boas obras) às reivindicações dos adeptos da Reforma.” [17]
Os Reformados (Calvinistas) defendem a opinião, tradicional entre os protestantes, de que as imagens são contrárias à Escritura e acarretam o perigo da idolatria. Já os Luteranos afirmam que, quando Cristo mandou os apóstolos pregar o Evangelho em todas as línguas, incluía também a linguagem figurada do artista (pintor ou escultor). Acrescentavam ainda que quem reconhece na música o veículo apto da fé e do amor dos cristãos, não podem deixar de reconhecer nas representações óticas um instrumento apto para exprimir as verdades reveladas.

Fonte: http://www.artesacra.art.br/

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